Esse livro é sobre uma história real, portanto se você pretende ler o livro sem saber nada sobre ela, essa resenha contém spoilers.
Quando eu soube que o filme contando a história de Kim e Krickitt Carpenter seria lançado, eu corri pra internet pra saber o que havia de tão interessante nessa história real que valia um livro e um filme. Muitos artigos de jornais e entrevistas depois, eu já sabia de cor tudo o que acontecera com o casal e só me faltava mesmo ler o livro escrito por Kim Carpenter, o marido que teve que reconquistar a mulher de seus sonhos depois que um acidente mudou tudo para sempre.
Pra quem não conhece a história do casal, vamos lá. Kim era treinador esportivo e ao ligar para um loja em outra cidade para comprar artigos esportivos, foi atendido ao telefone por Krickitt e ficou logo encantado com seu bom humor. Muitas horas de conversa ao telefone depois (na época não existiam e-mails ou SMS), eles decidiram se encontrar pessoalmente e, sendo extremamente religiosos, não deixaram que nada acontecesse entre eles. Pouco tempo depois se casaram com o apoio dos pais de Krickitt. Dez semanas depois da cerimônia, eles sofreram um acidente de carro e ela perdeu a memória dos dois últimos anos de sua vida, ou seja, ela não fazia a menor ideia de quem ele era e muito menos de que era casada. Ele, ainda completamente apaixonado, deu continuidade à relação, e ela também quis manter os votos feitos no casamento, apesar de não ter nem uma lembrança de Kim.
Bem, apesar de um pouco extenso, esse é só um resumo e você pode encontrar a história deles em qualquer site de jornal americano pela internet. Talvez a imprensa brasileira comece a se interessar pelo casal, dado o lançamento do livro e do filme, mas todos os artigos que li sobre eles foram em inglês. A única diferença desses artigos para o livro é que aqui a história não é contada por um jornalista e sim pelo próprio Kim que numa narrativa em forma de depoimento, conta como o casal se conheceu e a profundidade de seus sentimentos que o fizeram levar o casamento adiante apesar de todas as dificuldades.
A história como livro é válida, pois só temos a visão de Kim que é um marido devoto e apaixonado por sua mulher até hoje. Embora a narrativa em forma de depoimento de revista, não seja uma das minhas formas preferidas de leitura, é interessante ver a história pelo ponto de vista de quem realmente a viveu. Porém, eu que já tinha lidos diversas entrevistas com Krickitt inclusive, me senti incomodada porque o livro soou como um conto de fadas onde o amor reina absoluto e na vida real não foi bem assim. Ela jamais recuperou a lembrança desses anos perdidos e nem dos seus sentimentos por Kim. Em uma entrevista recente que li com o casal no Daily Mail ela afirma que "Eu sei que é o que todos querem ouvir, mas não foi isso que aconteceu," ela diz com uma honestidade brutal. "Meu coração não bateu acelerado; eu não me senti flutuando. Eu adoraria ter sentido isso, mas não é a verdade - eu escolhi amá-lo". Sim, eles continuam casados, tem filhos juntos e tudo mais, mas fica claro pra mim que nessa história a vontade de manter os votos pesou mais que qualquer coisa que ela sente por ele.
Um dos comentários de leitores nessa mesma entrevista resumiu bem meu pensamento sobre essa história:
"Provavelmente é assim que as pessoas num casamento arranjado devem se sentir - você casa com alguém que não conhece e torce para ter muitas coisas para amar na pessoa, mas tem que descobrir isso depois e se forçar a amar... Essa história mostra também que as circunstâncias importam muito, já que ela não se apaixonou automaticamente por ele na segunda vez. Provavelmente "alma gêmea" não é só um monte de características e méritos, e sim o "momento certo".
O filme estreia no Brasil em 13 de abril desse ano.
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Boa sorte ;)
Título: Para Sempre - A história que inspirou o filme
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Páginas: 144
Autora: Kim e Krickitt Carpenter

Saraiva | Cultura
Quando eu soube que o filme contando a história de Kim e Krickitt Carpenter seria lançado, eu corri pra internet pra saber o que havia de tão interessante nessa história real que valia um livro e um filme. Muitos artigos de jornais e entrevistas depois, eu já sabia de cor tudo o que acontecera com o casal e só me faltava mesmo ler o livro escrito por Kim Carpenter, o marido que teve que reconquistar a mulher de seus sonhos depois que um acidente mudou tudo para sempre.
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| Nos EUA existe também uma versão com a capa do filme. No Brasil só existe essa. |
Pra quem não conhece a história do casal, vamos lá. Kim era treinador esportivo e ao ligar para um loja em outra cidade para comprar artigos esportivos, foi atendido ao telefone por Krickitt e ficou logo encantado com seu bom humor. Muitas horas de conversa ao telefone depois (na época não existiam e-mails ou SMS), eles decidiram se encontrar pessoalmente e, sendo extremamente religiosos, não deixaram que nada acontecesse entre eles. Pouco tempo depois se casaram com o apoio dos pais de Krickitt. Dez semanas depois da cerimônia, eles sofreram um acidente de carro e ela perdeu a memória dos dois últimos anos de sua vida, ou seja, ela não fazia a menor ideia de quem ele era e muito menos de que era casada. Ele, ainda completamente apaixonado, deu continuidade à relação, e ela também quis manter os votos feitos no casamento, apesar de não ter nem uma lembrança de Kim.
Bem, apesar de um pouco extenso, esse é só um resumo e você pode encontrar a história deles em qualquer site de jornal americano pela internet. Talvez a imprensa brasileira comece a se interessar pelo casal, dado o lançamento do livro e do filme, mas todos os artigos que li sobre eles foram em inglês. A única diferença desses artigos para o livro é que aqui a história não é contada por um jornalista e sim pelo próprio Kim que numa narrativa em forma de depoimento, conta como o casal se conheceu e a profundidade de seus sentimentos que o fizeram levar o casamento adiante apesar de todas as dificuldades.
A história como livro é válida, pois só temos a visão de Kim que é um marido devoto e apaixonado por sua mulher até hoje. Embora a narrativa em forma de depoimento de revista, não seja uma das minhas formas preferidas de leitura, é interessante ver a história pelo ponto de vista de quem realmente a viveu. Porém, eu que já tinha lidos diversas entrevistas com Krickitt inclusive, me senti incomodada porque o livro soou como um conto de fadas onde o amor reina absoluto e na vida real não foi bem assim. Ela jamais recuperou a lembrança desses anos perdidos e nem dos seus sentimentos por Kim. Em uma entrevista recente que li com o casal no Daily Mail ela afirma que "Eu sei que é o que todos querem ouvir, mas não foi isso que aconteceu," ela diz com uma honestidade brutal. "Meu coração não bateu acelerado; eu não me senti flutuando. Eu adoraria ter sentido isso, mas não é a verdade - eu escolhi amá-lo". Sim, eles continuam casados, tem filhos juntos e tudo mais, mas fica claro pra mim que nessa história a vontade de manter os votos pesou mais que qualquer coisa que ela sente por ele.
Um dos comentários de leitores nessa mesma entrevista resumiu bem meu pensamento sobre essa história:
"Provavelmente é assim que as pessoas num casamento arranjado devem se sentir - você casa com alguém que não conhece e torce para ter muitas coisas para amar na pessoa, mas tem que descobrir isso depois e se forçar a amar... Essa história mostra também que as circunstâncias importam muito, já que ela não se apaixonou automaticamente por ele na segunda vez. Provavelmente "alma gêmea" não é só um monte de características e méritos, e sim o "momento certo".
O filme estreia no Brasil em 13 de abril desse ano.
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Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Páginas: 144
Autora: Kim e Krickitt Carpenter

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